Celebre e agradeça a vida como grande bênção...

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Deus ilumine o Brasil e o mundo, em nome de Jesus Cristo! Amém!

Deus ilumine o Brasil e o mundo, em nome de Jesus Cristo! Amém!
Parabéns, Srs. juizes...Continuem assim. Cuspam bastante na cara do povo...Ignorem bastante o sofrimento do povo saqueado e, depois, acertem as suas contas com o Universo: vocês e seus\suas comparsas em roubar a população. Mas, não se enganem: o Universo, a seu tempo, fará a justiça prevalecer...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

DESAPEGUE-SE DO CIGARRO, SUBSTITUA-O POR ALGO SAUDÁDAVEL, POR AQUILO QUE VOCÊ REALMENTE PRECISA...


 Valéria Giglio Ferreira - Psicóloga 

 Muitas vezes, o hábito (vício) de fumar está cumprindo uma função na vida da pessoa; esta função costuma estar ligada às propriedades ansiolíticas (de diminuir a ansiedade, porém, com alta toxidade) do cigarro. É necessário entender em que aspecto da vida da pessoa o cigarro está preenchendo algo, possivelmente, um importante vazio. 

 Existe SEMPRE um motivo interno para a existência e manutenção dos vícios, que é a função que eles tem na vida da pessoa. 

 Ex. O cigarro pode estar funcionando como companhia, como calmante, como colo, como lazer/prazer autorizados internamente, como aconhego materno/paterno, como amigo, como paz artificial, como parceiro/a, etc. 

 É preciso se analisar, se perceber e tomar consciência procurando se reprogramar e preencher esse espaço vazio com aquilo que é devido, então, substituindo o tabaco por algo funcional. É preciso quebrar o ciclo inconsciente trazendo para a consciência a associação "sensação de vazio/ansiedade - cigarro", que o psiquismo e o físico fizeram dentro do sujeito. Quando surgir a vontade de fumar, a pessoa precisa parar e se perguntar: -

 O que estou precisando, de um cigarro ou de um abraço apertado? O que estou precisando, de um cigarro ou de uma boa companhia? O que estou precisando, de um cigarro ou de ter mais lazer e prazer, me divertir e usufruir a vida com alegria? O que estou precisando, de um cigarro ou de colo? O que estou precisando, de um cigarro ou de contorno materno/paterno? O que estou precisando, de um cigarro ou de uma relação íntima e satisfátoria, internamente permitida? O que estou precisando, de um cigarro ou de alguém que me ouça empaticamente? O que estou precisando, de um cigarro ou de me livrar de renitentes sentimentos de culpa desnecessários? O que estou precisando, de um cigarro ou de me dar o direito de ser feliz?... 

 Isso vale para TODOS OS VÍCIOS (compulsão alimentar, bingo, bebidas alcoólicas, drogas, sexo compusivo, consumismo compulsivo, etc): eles SEMPRE estão cumprindo uma função, em geral, ligada à questões que são fontes de ansiedade para aquela pessoa. 

 Deste modo, percebemos que os vícios, frequentemente, ocupam de modo disfuncional algum vazio no mundo do indivíduo, o qual precisa ser identificado e preenchido de forma saudável e funcional. Sendo assim, se o cigarro perder a sua função na vida da pessoa, talvez então, ficará mais fácil se desapegar dele.

Então, eu  diria que em todos aqueles que apresentam algum tipo de vício: drogas, álcool, jogos, etc., às vezes o que faltou foi\é a mãe, às vezes é o pai, mas, sempre o que faltou e ainda falta é o "contorno", a sensação de proteção, de ter alguém humano com quem contar; e é nesse lugar do elemento humano ausente do passado e do presente, que a comida, as drogas, os jogos, o consumismo, etc. entram para "dar contorno".

 Ex. ilusoriamente comidas dão contorno porque não abandonam, não criticam, não recusam, e principalmente, estão sempre disponíveis...

Mas, como não preenchem realmente o lugar que somente um humano preencheria - na infância como pai e mãe e na vida adulta através do autopreenchimento seguido de uma relação satisfatória com outro adulto -, logo que o efeito de dar contorno passe, retornam as angústias e ressurge a necessidade de mais comida, mais drogas, mas bingo, etc. Aí forma-se o vício, que é um circuito auto-alimentador. 

Quando alguém está viciado, é preciso fazer a pergunta: Estou precisando disso ou o que preciso realmente é de um abraço profundo e sincero?!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

WORKSHOP

                          

        RELACIONAMENTO A DOIS
        Desafios do Casal Contemporâneo

PSICÓLOGA: Valéria Giglio Ferreira  
CRP 06\39080-4
 

PÚBLICO-ALVO:
CASAIS, SOLTEIROS/AS,  FICANTES,  NAMORADOS/AS,  SEPARADOS/AS, TODAS AS PESSOAS QUE PRESERVAM A ESPERANÇA NO AMOR.

MOTIVOS PARA PARTICIPAR: 
    Os modelos de casamento e família mudaram. Já não se pode abrir a casa conjugal contemporânea com as chaves do patriarcado. Regras antigas não funcionam mais, regras novas estão surgindo, algumas regras precisam ser resgatadas. Novos modelos de casamento e família estão sendo buscados e testados.
    Tudo isto, entretanto, evoca a necessidade de adquirirmos e desenvolvermos uma nova habilidade: a EDUCAÇÃO CONJUGAL E FAMILIAR.
      Muitos casais se amam. Muitos se separam. Por quê? O amor é um potencial e precisamos saber o que fazer com ele.  Ao não sabermos amar, corremos o risco de atuar de forma destrutiva e machucar ou eliminar desnecessariamente vínculos importantes com quem amamos. Precisamos APRENDER A AMAR. Talvez aprendendo a amar construiremos daqui para frente um mundo mais gentil.

TEMAS ABORDADOS:

* TRANSIÇÃO DE MODELOS CONJUGAIS:  DO PATRIARCADO PARA O ATUAL E O IMPACTO DESTA MUDANÇA SOBRE AS PARCERIAS AMOROSAS.
 
* A TROCA DAS ALIANÇAS
 
* CRISE CONJUGAL

 

* NEGOCIAÇÃO DAS DIFERENÇAS
 

* SÍNDROME DO NINHO VAZIO

* COMUNICAÇÃO ASSERTIVA NA RELAÇÃO A DOIS 

  AMAR - CURSOS PARA CASAIS E FAMÍLIAS
*   ENDEREÇO: Av. Cel. Fernando Ferreira Leite, 182
*  INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: 
*  FONES: (16) 3911-7278 \ 3911-2255
*   CUSTO: R$ 50,00 

*  DATA: 01\MARÇO\2013 HORÁRIO: 19:00h - 22:00h 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Chega de barulho!



Chega de barulho, o que precisamos é de iluminação, equilíbrio e paz!

Como alguém ponderou: esta é uma cultura regida por Hermes, o deus da comunicação, mas, também do "voltar-se para fora" - e justamente o excesso desse "voltar-se para fora" está desequilibrando as pessoas, as relações, as famílias, o ambiente e, finalmente, o planeta.

Claro, não é só isto, mas, esse barulho todo é sintoma claro de uma sociedade doentia, de pessoas desequilibradas, mergulhadas no mundo das ilusões e...arrastando multidões para o mesmo estado de disfuncionalidade física, mental, psicológica e espiritual.
As pessoas estão confundindo emoção com barulho, e esta confusão está começando a ser ensinada logo cedo em suas vidas.
Se observarmos, por exemplo os filmes da Disney, encontraremos uma barulheira insuportável! 
Nos momentos de ação ou emoção, então, roubam nos o direito de nos emocionarmos por nós mesmos tamanha a altura da "música de fundo" que colocam e que passa a ocupar todo o recinto nos atrapalhando de usar qualquer outro dos nossos cinco sentidos!
- Chega de barulho! 
Além da audição temos mais quatro sentidos para nos mostrar e nos permitir vivenciar  a realidade fora de nós e dentro de nós... 
- Chega de barulho!

Poluição sonora faz mal à saúde!

Sem um pouco de silêncio e quietude o mundo estará cada vez mais perdido, porque o barulho e os ruídos externos impedem a pessoa de entrar em contato consigo mesmo/a e de se perceber, de perceber o que é que realmente a/o faz feliz.

Precisamos de silêncio e equilíbrio para podermos ouvir a voz interior e encontrarmos o caminho da felicidade.

Tudo o mais é entorpecimento da mente e sedação dos conflitos interiores que ficam assim, postergados e mascarados sob o ar de uma falsa felicidade sustentada por álcool, drogas e sexo descomprometido e música alta.

A felicidade começa no mundo interno, quando acessado, confrontado e iluminado...

Valéria Giglio Ferreira
 
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

VIDA E EQUILÍBRIO. Pelo resgate do EQUILÍBRIO entre o DESPRAZER E O PRAZER, entre renunciar e se permitir.

Valéria Giglio Ferreira - Psicóloga

A apologia ao excesso "SEXO, DROGAS E ROCK AND ROLL" somada à apologia ao "FOREVER YOUNG", importadas da doentia sociedade norte-americana, está destruindo a vida de muita gente no mundo todo.

- ACORDA GENTE!

- CHEGA DE OBA-OBA!

Viver assim é ilusão.

A vida nos cobra e exige o nosso contato com a realidade.

É somente do enfrentamento deste contato - tanto no mundo interno quanto no externo – que pode surgir a sensação de felicidade, de ter vencido os obstáculos e provas que a vida dá a todos.

Se divertir é necessário, ter prazer é necessário, mas, com equilíbrio.

A felicidade que vem das drogas e do entorpecimento da mente é uma falsa felicidade.

A felicidade real vem do mundo interno, do mundo real e precisa ser construída ao longo da existência humana.

"O Reino de Deus está dentro de vós" (Lucas, 17.21), lembram?!

É preciso EQUILIBRAR O DESPRAZER COM O PRAZER PARA NÃO ADOECER, ou seja, tanto o excesso de desprazer quanto o excesso de prazer podem levar à quebra da sutil balança da saúde e da vida e à todo tipo de perigo.

A busca incessante do prazer e a negação do sofrimento não podem ser os norteadores do dia-a-dia.

Protejam-se dessa mentalidade destrutiva e doentia de que ser feliz é estar sempre em estado de euforia.

Isto destruiria a vida em sua estrutura regular, rotineira e cotidiana.

- NÃO PODEMOS FAZER TUDO O QUE QUEREMOS NÃO!

- A VIDA EM SOCIEDADE NÃO NOS PERMITE!

Observem atentamente e vejam que é assim, mesmo que isto não nos agrade sempre.

- É ASSIM e negar a realidade somente a torna ainda mais difícil.

NÃO HÁ NADA DE MAU EM RENUNCIAR AO EXCESSO DE PRAZER, EXCESSO DE BEBIDAS, EXCESSO DE BALADAS, EXCESSO DE SEXO, EXCESSO DE DIVERSÃO...

NÃO HÁ NADA DE MAU EM DIZER NÃO AOS EXCESSOS, ao contrário, isso nos preserva de muitas maneiras.

Aliás, a manutenção do prazer passa pela regulagem do prazer.

Entendamos: a geração dos anos 60, questionou a repressão do prazer - o que foi muito bom.

Mas, sua máxima "é proibido proibir" acabou gerando, em grande parte, uma geração de adultos infantis, sem parâmetro de limites, e portanto, sem saber ensiná-los aos seus filhos/as.

Trata-se de uma geração que não sabe colocar limites porque não sabe ONDE colocá-los: o que é o certo, o que é o errado, o que é o relativo.

Ambas as gerações são marcadas por comportamentos de excesso e costumam apresentar dificuldades em vivenciar ou ensinar restrições aos seus filhos/as.

Mas, por quê? Porque não sabem ONDE colocar os limites, isto é, quando os limites estão aquém ou além do bom-senso e tampouco quando estão no lugar exato em que devem estar.

Desta forma, ambas as ideologias "Forever young" e "sexo, drogas e rock and roll" acabaram funcionando como potencializadoras uma da outra.

Juntaram-se na fantasia de que fosse possível permanecer jovem para sempre, divertindo-se, transando, dançando e cantando como se tivessem vindo no mundo à passeio.

Só que para dar conta de se manter nesta ilusão, seus adeptos, muitas vezes, necessitam de algum tipo de alucinógeno e acabam lançando mão de um dispositivo fácil e também artificial: as drogas que os manterão fora da realidade objetiva.

É desta forma que se encaixam as duas ideologias que adubam tantos e tantos Peter Pans e Sininhos que andam hoje por aí com medo de crescer.

Não contaram a esses jovens que paga-se um árduo preço por entrar na vida adulta, mas, desfruta-se igualmente da satisfação que vem do desabrochar, do plantar, regar e colher os frutos de toda uma caminhada...

Mas, pensem: PARA SEMPRE JOVEM NÃO É POSSÍVEL, é uma ilusão impossível, e portanto, IDIOTA.

FOREVER YOUNG não é possível, a menos que - Deus livre e guarde - a pessoa se vá ainda jovem, talvez, num desses excessos e desmedidas.

Do contrário, vai se tornar adulto/a e envelhecer, como tudo o que é vivo.

Então, ENVELHECER - quando DEUS assim permite - FAZ PARTE DO PROCESSO EXISTENCIAL NATURAL NESTE PLANETA: as pessoas envelhecem sim, com amadurecimento ou não; a diferença é que uns continuam infantis e outros seguem o curso natural de crescer e amadurecer.

Já é hora de lutarmos por uma bandeira nova, por uma bandeira nossa: PELO RESGATE DO BOM-SENSO E DO EQUILÍBRIO em nossa vida e em nossa jornada terrestre.

Peço que Deus, em sua infinita graça e se for do seu agrado, nos proteja, assim como, nossos filhos e filhas, livrando os/as de todos os perigos visíveis e invisíveis e que nós, pais e mães, saibamos fazer a nossa parte nesta tarefa divina de ajudá-los a se tornarem indivíduos centrados, equilibrados e realizados.
 
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SER ADULTO E A COMUNICAÇÃO ASSERTIVA



Uma das características de "SER ADULTO" é a integração dos opostos e a aceitação das coisas por inteiro, na sua totalidade. O respeito a si mesmo\a e ao outro.

Sim... E nisto, ainda, estamos caminhando... 

Uma das propostas do terceiro milênio está ligada à mudança na forma de nos comunicarmos, trocando a comunicação violenta, ofensiva a qual a nossa sociedade está habituada pela comunicação não violenta, assertiva

Integrar opostos implica no respeito à verdade do outro, embora, não necessariamente, acompanhado de adesão ou aceitação desta verdade como procedente. 

Relações maduras também implicam em renunciar à tentação e até à presunção de definir o outro no lugar dele próprio, em nos darmos o direito de termos nossa opinião a despeito dele\a de forma clara, mas, sem magoar, desnecessariamente, o ego do alheio. 

Tudo isto solicita de nós que sejamos assertivos ao nos comunicarmos e ao nos relacionarmos.

Acredita-se que uma das grandes mudanças esperadas e desejadas para o  terceiro milênio deva ocorrer na área da comunicação interpessoal.

A forma vigente de nos comunicarmos é considerada altamente agressiva e violenta e isto funciona como a mordida cortante que encerrará qualquer bom diálogo.

A agressividade da atual forma de comunicação está no fato de as críticas e ataques se dirigirem ao ego das pessoas e não aos acontecimentos.

Ao terem seu ego atacado, as pessoas tendem a reagir imediatamente, fechando-se ao diálogo ou partindo, ainda, para o 
contra-ataque.

Nesta altura da comunicação o diálogo já se foi e a briga de ofensas, cheia de palavras mal colocadas e mal ditas, sequelas e ressentimentos teve início e dentro de minutos estará instalado o ringue repleto de frases que o tempo poderá ter dificuldade em apagar.

 Marcas e mágoas que, muitas vezes, ficam para sempre no coração das relações...

Outras vezes, entretanto, será possível reconstruir o significado do mal colocado dando a ele uma melhor conotação.

Os ataques aos egos das pessoas fazem com que elas reajam e se defendam por muitos motivos, mas, especialmente, pelo motivo óbvio da sobrevivência psíquica de suas respectivas imagens para consigo mesmas e para com os outros.

Diversamente, quando fatos são atacados as pessoas reagem de modo, surpreendentemente, diferente.

A diferença é que nesta segunda situação, elas conseguem perceber o ocorrido como algo externo a si próprias, portanto, com mais impessoalidade e com o distanciamento necessário para continuar escutando o que diz seu interlocutor.

Podemos dizer que neste novo contexto - sem ser possuído por uma emocionalidade reativa - o sujeito consegue suportar permanecer na conversa, o que aumenta, enormemente, sua capacidade de manter o raciocínio lógico e as chances da tomada de consciência ser seguida de mudanças em seu agir.

Ao não tomarem no pessoal, os sujeitos são mais capazes de perceber a legitimidade e procedência contidas na queixa do outro.

 A queixa é registrada como algo externo a si, e portanto, algo que pode ser analisado e modificado.

Deste modo, a comunicação ideal dirige as críticas, descontentamentos ou ataques (quando for o caso!) ao objeto e NUNCA ao sujeito, nunca ao EU do outro (ou ao seu próprio).

Sim, a comunicação assertiva também refere-se à relação consigo mesmo\a: não ataque a sua pessoa em conversa de espécie alguma. 
Seja igualmente assertivo\a quando falar ao outro sobre a sua própria pessoa, ainda que seja uma autocrítica!!! 

Na "comunicação assertiva", a queixa dirige-se aos atos, fatos e acontecimentos e não aos indivíduos.

E com simplicidade, podemos aprender o princípio fundamental que rege a dinâmica da assertividade na comunicação interpessoal. 

Então, não basta falar, não basta discutir.

 É preciso que sejamos assertivos na hora de falar, de discutir e até de brigar, porque, do contrário, encerra-se o diálogo, encerra-se a discussão e começa a pancadaria verbal, de onde costumam sair 
muitos feridos/as, poucos avanços e nenhuma negociação.


PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA:

 Pessoas são o que são, mas, seu comportamento pode mudar!

Vejamos alguns exemplos:

Forma agressiva de falar (disfuncional, ineficaz):

* " - VOCÊ É um chato/a e inaceitável!"

* " - VOCÊ É UM/A estúpido/a insuportável!"

Forma assertiva de falar (funcional, eficaz):

* " - O QUE VOCÊ FEZ é muito chato e inaceitável!"

* "- O QUE VOCÊ FEZ é uma estupidez insuportável!"

Bom treinamento a todos/as. 
Os resultados são imediatos!!!


Valéria Giglio Ferreira
Psicóloga clínica e educadora
© amar@gmail.com Todos os Direitos Reservados*.


 
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Lei nº 9.610/98 - Lei de Direitos Autorais
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domingo, 30 de dezembro de 2012

Transformações


FELIZ ANO NOVO!!! 
2013 - Ano da Serpente
Necessárias e inevitáveis...Transformações

"Às vezes, precisamos aprender com as serpentes que, num belo dia, como que por intuição, milagre ou programação da natureza, se livram da velha casca deixando-na para trás juntamente com seu VELHO EU e seguem em frente sua vida e seu novo caminho, renovadas, revigoradas, revitalizadas e de casca nova...
Na verdade, transformadas pela energia de seu NOVO EU..."


Valéria Giglio Ferreira



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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


O ESPÍRITO DO NATAL já tocou nossos corações...

Já se pode senti-lo como vibração por um mundo melhor!


DEIXE-SE TOCAR PELO SEU PODER TRANSFORMADOR...


FELIZ NATAL!!!

Valéria

domingo, 2 de dezembro de 2012

INFECÇÃO URINÁRIA: a doença do "saco cheio"!!!



Valéria Giglio Ferreira - Psicóloga 
 CRP 06\39080-4 - www.amar.psc.br

Hoje em dia, sabemos que o corpo físico e o corpo psicológico são tão unidos
 quanto os dois lados de uma folha de papel.

Não só não se tem como separá-los,
 como, quando se mexe no psicológico afeta-se o corpo físico e quando 
se mexe no físico afeta-se o psicológico.

Psique e Soma estão em contínua e inseparável relação.  


No caso das infecções urinárias, creio que a bexiga seja no corpo humano a representante do "saco emocional", já que por definição é também uma saco físico:
"a bexiga é um saco muscular e oco"*


Sim, saco emocional e depósito somático de sentimentos que, 
quando cheio de coisas que fazem mal à pessoa, pode somatizar e infeccionar.

" Tô com o saco cheio disto ou daquilo"
 é o que se diz quando já não suportamos mais uma situação! 

Então, a analogia acima dá conta de que diante da infecção urinária,
 além do indivíduo buscar a intervenção de profissionais de saúde (médicos) é 
preciso analisar os 

 ASPECTOS PSICOLÓGICOS DESTA INFECÇÃO, 
ou seja, DO SACO EMOCIONAL E FÍSICO (andam sempre juntos, lembra???)
QUE FICOU TÃO CHEIO QUE LEVOU AO ADOECIMENTO.

Claro, a pessoa vira lixo emocional do outro que vai só despejando, e você para ser bacana vai recebendo e nisto, vai se desligando de si mesmo\a, abaixando sua guarda interpessoal, abaixando seu o seu sistema imunológico e criando um ambiente físico e psicológico favorável para que as bactérias nadem de braçadas na sua bexiga! 

Deus nos livre e guarde de doenças, de moléstias!

Acredito que o processo das cistites, em seus aspecto psicológico, esteja intimamente
 relacionado à  limpeza do "saco/bexiga", soltando emocionalmente
tudo aquilo que possa ter ficado retido e que tenha acabado  favorecendo esta
 a "doença do saco cheio"! 

Cheio de impurezas, de toxinas emocionais
 que ao entrarem no sistema do indivíduo e não serem eliminadas,
 proliferaram e fizeram mal ao corpo físico e ao corpo psicológico.

Tem gente que enche demais o saco dos outros...até a pessoa adoecer.

Assim, podemos dizer que nas cistites, possivelmente, o sujeito esteja sendo contaminado por sentimentos negativos - impureza emocionais, lixo emocional tóxico - seus próprios e\ou de outras pessoas às quais esteja servindo de depositário ou condutor dessas negatividades que, então, ficando grudadas no seu mundo interior acabam sendo somatizadas na bexiga.

O processo é simples e lógico: o corpo fala o que a boca não pode falar. 
E fala através do órgão que simboliza o que está acontecendo no corpo psíquico. 

Soma e Psique em plena interação!



Se observarmos os contextos emocionais em que surgem as infecções urinárias encontraremos, infalivelmente, encoberta ou abertamente, situações de sobrecarga emocional negativa. 
Muitas vezes, dos outros!!!

Esta sobrecarga emocional quando demasiada leva o sujeito para o campo do excessivo, 
ou seja, daquilo que ele\ela não se faz capaz de processar, 
tendendo a desencadear no indivíduo os comportamentos predisponentes (como estados de alimentação irregular e/ou deficitária, insônias, quebra da rotina, tensão muscular etc.)
 que, via de regra, costumam "derrubar"
 o sistema imunológico abrindo a porta para os diversos sintomas físicos.

Mas, por que a bexiga (e/ou os rins) seriam potencialmente vulneráveis
 nestes contextos de sobrecarga emocional?

Porque justamente simbolizam os órgãos físicos que trabalham com o acúmulo de 
água: símbolo psicológico de sentimentos e emoções fluidas.

Se o sentimento é negativo e ficou retido, no corpo físico isto tenderá a se manifestar justamente na bexiga - no saco oco físico e psicológico - 
que, então, vai se enchendo, enchendo, enchendo... 

Creio que para se livrar desta enfermidade 
(que, com frequência, costuma ser reincidente,
 porque representativa de um comportamento predisponente também reincidente)
seja necessário, além de se tomar as medidas indicadas pela medicina, 
serem tomadas também as providências para que "o saco emocional"
 seja esvaziado
 e  não fique novamente TÃO CHEIO de emoções negativas
 a ponto do sujeito voltar a
 somatizar (tornar físico um problema emocional) e voltar a adoecer!!!

Pois, de nada adianta limpar e esvaziar o saco emocional/bexiga
 enchendo-o de antibióticos e livrando-se da doença 
para em seguida enchê-lo de novo, reincidindo na permissão das invasões emocionais tóxicas,
que parecem, do ponto de vista psicológico, favorecer em muito tais infecções! Então...

NÃO DÊ ADERÊNCIA PARA AQUILO - COISAS, EMOÇÕES, SENTIMENTOS, PENSAMENTOS, INTROMISSÕES, ETC. - QUE TE FAZ MAL.

Ao longo do tempo, das reincidências e das repetições, 
tudo isto poderia enfraquecer o organismo como um todo. 
Deus nos livre e guarde!

Creio que, do ponto de vista do psiquismo, para não haver reincidências nas infecções urinárias é preciso interromper eficazmente,
 tanto o processo físico quanto o psicológico que esteja favorecendo tal adoecimento.

- Mas, como fazer isto?

Fisicamente

* TOMANDO AS MEDIDAS INDICAS POR SEU MÉDICO\A.

Psicologicamente:

* REAGINDO, PRESERVANDO-SE E PROTEGENDO-SE.


* NÃO SE DEIXANDO CONTAMINAR PELAS 
NEGATIVIDADES DE AMBIENTES TÓXICOS, DE PESSOAS PESADAS,
 LAMURIOSAS, CANSATIVAS, QUE QUEREM TE FAZER 
DE VASO SANITÁRIO EMOCIONAL DELAS; O QUE É DIFERENTE DA PESSOA QUE QUER AJUDA E TE OUVE. PESSOAS TÓXICAS NÃO QUEREM AJUDA O  QUE ELAS QUEREM É DESPEJAR O LIXO EMOCIONAL E VOCÊ, DEFECA-LO EM VOCÊ E IREM EMBORA LEVES, MAS, SEM MUDAR NADA NA VIDA DELAS, PORQUE LOGO ESTARÁ VOCÊ LÁ PARA RECEBER MAIS LIXO, SEM QUE ELAS TENHAM QUE SE TRANSFORMAR PARA SEREM MAIS FELIZES 
E SE LIVRAREM DOS SEUS PROBLEMAS.  

* APRENDENDO A FILTRAR O QUE ENTRA E O QUE SAI DE VOCÊ  física e emocionalmente, e assim, PROTEGENDO também SEUS RINS - 
possível representante psicossomático deste filtro emocional.  


* ENFIM,  NÃO DÊ ADERÊNCIA PARA TOXINAS EMOCIONAIS!!!

- NÃO PERMITINDO QUE LHE ENCHAM O SACO!!! 
- MAS, COMO? 

Fazendo como fazem as células de nosso corpo: 
assim que o agente agressor toca sua membrana (metáfora para nossas fronteiras com o outro), 
acionam o sistema imunológico e não deixam aquilo entrar.
E, se entrar, não deixam grudar 
(é quando a bactéria gruda na parede da bexiga ou de outros tecidos do corpo que dá a infecção).
Um sistema imunológico eficaz põe logo o invasor para fora, 
expelindo também emocionalmente o que faz mal.

Então, percebeu a toxina emocional chegando,
 DESCONECTE, TIRA DO PLUG A PESSOA E CORTA O SEU PAPINHO TÓXICO.  

O I Ching fala sobre a "Mordida Cortante": corte e não deixe entrar o que te faz mal, doa a quem doer, você precisa se proteger. Isso faz parte da sobrevivência!!!

- MAS, COMO SE PROTEGER?  DESCONECTANDO IMEDIATAMENTE.

SAIA FORA DESSA PESSOA OU SITUAÇÃO QUE TE DÁ INFECÇÃO. PERMITA-SE. É SUA OBRIGAÇÃO E DEVER AUTO PRESERVAR-SE. 

DESCONECTE SEM CULPAS. LIBERTE-SE SEM CULPAS DAQUILO QUE TE FAZ MAL.

Em toda infecção urinária parece ter também, no indivíduo enfermo,
 um aspecto psicológico que resiste em atuar e se defender como adulto, que recusa a saída da infância e a realização de uma autodefesa natural
seja lá quem for o invasor:
 do pai, da mãe, do marido, da esposa, irmã, irmão, etc.  

Em toda somatização existe uma volta aos sentimentos vulneráveis da infância, quando as defesas sociais ainda eram muito frágeis.

Às vezes, o invasora\a está dentro de casa ou dentro da família, ou, na amizades unilaterais...

Mas, muito cuidado para não jogar fora - junto com o lixo - as suas coisas boas das relações!

A filtragem correta é reter as coisas boas - aquelas que te fazem feliz - 
e jogar fora somente as toxinas, aquilo que te faz mal.

Como se diz popularmente, as coisas que nos incomodam não podem ficar retidas dentro de nós, elas precisam "sair no xixi".

É preciso lembrar ainda que infecções urinárias, segundo alguns médicos, 
são fundamentalmente ocasionadas por autocontaminação, 

OU SEJA,

 DE ALGUMA MANEIRA VOCÊ ESTÁ - CONSCIENTEMENTE OU NÃO - PERMITINDO QUE OS "BICHOS" ENTREM DENTRO DE VOCÊ, GRUDEM EM VOCÊ, 
TE CONTAMINEM  E TE FAÇAM MAL. 

SE VOCÊ PERMITIA QUE JOGASSEM LIXO EMOCIONAL EM VOCÊ,
 ADMITA ISSO E MUDE ISSO. URGENTEMENTE. 
É LEGÍTIMO SE DEFENDER, MESMO DE QUEM VOCÊ AMA...! 


Assim, no contexto predisponente dessa enfermidade vemos que o sujeito
 tem - ainda que inconscientemente -, de fato, se deixado "contaminar" voluntaria ou involuntariamente por um ambiente emocional pesado, 
que é de onde surge e é absorvida a sobrecarga emocional tóxica acima referida.

Rins são filtros e quando eles chegam a ser afetados podemos pensar psicossomaticamente
 que a pessoa já não está conseguindo filtrar, adequadamente,
o que lhe faz bem e o que lhe faz mal na sua relação com seu  ambiente.

Em casos de doentes renais convém verificar se estes sujeitos não estariam funcionando como o filtro psíquico e emocional do seu ambiente familiar ou social gerando, assim,
 uma enorme sobrecarga para o seu sistema psicossomático.  

Deste modo, se houver  na convivência da pessoa enferma 
alguém que lhe "encha muito o saco" 
( para usar a sábia expressão popular desse mecanismo), é provável que o comportamento nocivo desta pessoa tenha se tornado resistente e repetitivo pelas soluções ineficazes usadas anteriormente para detê-la, 
aumentando o risco que desta convivência tóxica possa surgir a reincidência do "saco/bexiga cheio" que favorece - no aspecto psicológico - as infecções urinárias de repetição!

Então, não permita que lhe encham o saco!!!

Como medida preventiva, 

ESVAZIE O SACO EMOCIONAL\URINÁRIO SEMPRE E, 
DE PREFERÊNCIA,
 ASSIM QUE ELE COMEÇAR A ENCHER.

Resumindo: 

Jamais consinta que seu "saco emocional/bexiga" fique tão cheio a ponto de estourar criando fístulas ou o ponto de você se desequilibrar e ficar doente.

Por mais que você ame ou odeie alguém, cada um com seus problemas!

 Lembre-se de que ajudar é uma coisa,
 se desequilibrar e adoecer por causa dos outros é outra coisa! 
Quem te ama de verdade, certamente vai respeitar seus limites...!

Então, não permita que lhe encham o saco!!!

Ah, e lembre-se de que você não é uma criancinha indefesa que precisaria permitir invasões em si mesmo daquilo que te faz mal.  
Aja como adulto, exercite seu sistema imunológico social, interpessoal e físico. 


                                       DIGA NÃO PARA AQUILO QUE TE FAZ MAL.

De maneira tão assertiva quanto possível, 
mantenha seu saco/bexiga emocional limpo esvaziando-o com frequência, 
seja lá com quem for.

O corpo é sábio e perfeito, saiba usá-lo como uma bússola no Caminho da Felicidade. 
Ouça o que ele lhe diz e respeite-o sempre.

Aprenda a conhecer e respeitar seus limites colocando os claramente para os demais. 
Esta é uma questão de sobrevivência na selva humana. 

Não queira agradar sempre, pois isto não é possível já que implicaria em você passar por cima dos seus limites e expor sua saúde. 

Há autores que, alertando profissionais de saúde e cuidadores, relatam muitos casos de
 "...internações de cuidadores, enquanto que os pacientes crônicos continuam estáveis...!"

Não tenha medo de dizer NÃO para o que te faz mal. 
Não retenha toxinas físicas ou emocionais, 
não colabore para que "bichos nocivos à sua saúde" entrem em você.

Limpar seu organismo físico e psicológico é uma prioridade para o seu bom funcionamento. 
Somos magníficos seres autolimpantes, desde que deixemos a natureza agir!!!

Deste modo, sempre que você sentir que é hora de urinar 
e de por para fora o que não te serve mais, faça isto! Deixa o que te faz mal ir embora com o xixi!

Estudos dão conta da ação eficaz do CRAMBERRY* 
como auxiliar na eliminação e prevenção contra as infecções urinárias, sendo que sua ação parece estar ligada à evitação da aderência das bactérias à parede da bexiga. 

Neste sentido, penso que parte do trabalho psicológico para a remissão da cistite está em verificar se a pessoa adoentada estaria dando aderência, ou seja, 
acolhendo e deixando grudar em si aquilo que lhe faz adoecer...

Neste caso, creio que seja  preciso tomar consciência e modificar,
 imediatamente, esta forma disfuncional de agir ou reagir.

Cramberry é uma palavra cujo som CRAM...BERRY... me faz pensar em "o grande (cram) berro (berry)", ou seja, aquele momento em que precisamos dar o nosso grito de independência e dizer:

 "- BASTA, PARE DE ME ENCHER O SACO!" 

Porque essa sobrecarga emocional de estar tendo seu saco "enchido"
 vai fazendo com que a pessoa vá ficando atordoada e se desligue de si mesma.

É nesse ponto - o do desligamento de si mesmo\a - que costuma surgir a doença.

MAS, "SE DESLIGAR É PRECISO LIGAR DE NOVO, RELIGAR"!

PRIMEIRO COM DEUS, depois consigo mesmo, com o\a parceiro, com a família, com a sociedade, com a Natureza... 

A CURA PASSA, NECESSARIAMENTE, POR ESSA RELIGAÇÃO.

MANTER A SAÚDE IMPLICA EM MANTER-SE DENTRO DE SI, 
LIGADO CONSIGO MESMO\A EM CADA UM DOS NÍVEIS ACIMA MENCIONADOS, PRINCIPALMENTE,
 COM DEUS QUE É A LIGAÇÃO SUPREMA 
DE ONDE DECORREM TODAS AS OUTRAS, A LIGAÇÃO SOBERANA.       

Se for preciso dê o seu "grito do Ipiranga" e faça disto o começo de sua autonomia, em geral e especialmente, em relação a pessoas que possam estar te enchendo demais 
favorecendo que você adoeça da Doença do Saco Cheio! 

Lembrando ainda que a primeira coisa que a criança faz ao nascer, 
ao se libertar da fase uterina é justamente berrarrr...!!!

E isso dá início ao processo de desfusionamento da simbiose mãe-bebê, 
seguida da aquisição de sua autonomia como ser único. 

Quero dizer com isso que ninguém precisa aceitar o que lhe faz mal para ser amado\a. 

Não devemos aceitar toxinas como moeda de troca para nossa necessidade 
de amor e de admiração.

O primeiro grito, aquele do bebê dá ao nascer  pode ser considerado o grande 
primeiro berro da libertação da individualidade.

E é disto que muitos sujeitos que adoecem precisam: 
dar o grito de independência, pois afinal, 
"quem não se diferencia, adoece".
 
Se assim for, é possível que a cura da "doença do saco cheio" exija que o sujeito seja capaz de dar o seu grito de independência,
 colocando firme e definitivamente fronteiras claras na defesa de sua 
integridade física e emocional.


Que é o que se espera que um adulto faça ao

 DEFENDER SEU ESPAÇO VITAL, SEU TERRITÓRIO. 

Então, pelo bem da sua saúde, ative seu instinto de autopreservação, 
filtre seu ambiente e proteja-se de
 situações e emoções excessivamente negativas ou tóxicas, 
lembrando-se de esvaziar a bexiga física e emocional sempre que necessário.

E tenha ótima saúde!!!

Com a graça de Deus!



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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

EU e o OUTRO


Libertei VOCÊ de ser quem eu gostaria que você fosse para mim...

Libertei a mim mesma de ser quem eu gostaria de ser para você...


Agora, podemos seguir em paz dentro das possibilidades que nossas afinidades e diferenças permitirem...

Assim, livres da tirania de nossas perturbadas projeções e expectativas, retomamos nosso verdadeiro EU e deixamos que as coisas tomem seu rumo...

Valéria Giglio Ferreira 


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sábado, 20 de outubro de 2012

O VAGALUME E A SERPENTE - Baseado em uma história real...



Por Valéria Giglio Ferreira

Era uma vez, uma dissimulada Serpente que vivia a perseguir um Vagalume. 

Como em todas as histórias envolvendo as peçonhentas e os delicados, mas, iluminados bichinhos, não havia nada que o Vagalume tivesse feito à serpente que justificasse tal perseguição, a não ser o fato de brilhar onde quer que fosse: todos gostavam dele, tinha bom papo, inteligência, vivacidade e charme. 

Por tudo isso, mas, principalmente pelo fato de saber amar, era tão perseguido pela malvada.

O coitado não tinha paz! Vivia cercado de telefonemas, assédios, intromissões em sua vida pessoal, maus conselhos, sem contar os olhares fiscalizantes e os maus-olhados vindos da disfarçada réptil.

Mas, é claro que a dissimulada cobra não mostrava seus dentes venenosos assim tão facilmente...

Sua estratégia para capturar o lindo Vagalume eram aquelas próprias dos predadores mais camuflados: fazia-se de boazinha, gentil, amiga e generosa. 

Ela usava desses artifícios para desarmar as defesas da sua presa, de modo a ir pouco-a-pouco apagando a sua luz.

Hipnotizado pela fala da serpente, o Vagalume já não ouvia mais ninguém...Nem mesmo aqueles/as que mais o amavam...

Pessoas que o queriam muito bem alertavam-no para que não desse ouvidos à perversa, que havia perigo, que colocasse limites no contato com ela, que se protegesse...

Ao que ele respondia: "- não, ela é boa".

Avisos ignorados...

Conforme passava o tempo, a ação venenosa da víbora ia mostrando seus efeitos e a luz do Vagalume começou a diminuir: primeiro ele se afastou daqueles que o amavam e que poderiam alertá-lo sobre a inimiga, depois, abandonou seu trabalho onde era um sujeito criativo e brilhante e, também já não brilhava nos campos e nas festas onde sua presença sempre havia sido muito requisitada. 

Devagarinho ele recolheu-se amedrontado nos escurinhos das matas, acreditando que a sua salvação estava em permanecer leal e amigo da falsa serpente.

E assim, passaram-se os anos...

A malvada sempre por perto não perdendo de vista sua presa no obstinado objetivo de destruir o Vagalume e livrar-se de sua insuportável luz.

Considerando-se que no mundo animal tudo se dá de modo bastante primitivo, até hoje não se sabe se a Serpente tinha ou não plena consciência de suas maldades...

O fato é que o Vagalume foi ficando isolado, definhando, definhando...abatido por sua própria escolha - ainda que inconsciente - de ter renunciado à própria luz. 

Surpreendentemente, num certo dia ele despertou e percebeu o que havia acontecido. 

Neste momento, de súbito ele perguntou à Dona Tigresa, uma amiga em quem muito confiava: 

"-Mas, você acha que ela (a serpente) não gosta de mim???".

Pela primeira vez, o já muito fragilizado e doente Vagalume havia se dado conta do ocorrido, e então - somente então - permitiu se fazer esta pergunta: será que a Serpente realmente gostava dele? 


Ele havia despertado, suas ilusões haviam se acabado...

Mas, era tarde demais e a sua luz se apagou.

Aí sim, a Serpente libertou-se das suas máscaras e mostrou sua verdadeira face traiçoeira!

Em seguida, porém, ela retomou sua dissimulação usual e saiu de fininho como se não tivesse nada a ver com aquela situação, como se o tempo todo só tivesse tentado ajudar, ocultando assim sua ação nefasta. 

Mas...em seus lábios via-se a clara expressão de triunfo. 

E o Vagalume se foi...deixando em seu lugar muita tristeza naqueles que o amavam, muitas lições e reflexões.

Dona Tigresa, inconformada, chorou demais ao ver seu amigo  partir. 

Ela sabia que a partir dali, não aconteceriam mais os divertidos encontros e bate-papos com ele à luz do luar, quando sua graciosidade era mais espantosa e seu brilho mais intenso... 

Ainda hoje, ela chora tristonha quando ele lhe vem à mente...

Porém, ficaram as lições sobre o Vagalume e a Serpente.

Lições principalmente sobre a inveja, as rivalidades encobertas e a confirmação de que, muitas vezes, o que incomoda os outros em alguém é simplesmente a capacidade inata que alguns seres têm de brilhar.  


* Inspirado na fábula "A Serpente e o Vagalume".
   Releitura feita por Valéria Giglio Ferreira.

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