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sábado, 20 de outubro de 2012

O VAGALUME E A SERPENTE - Baseado em uma história real...



Por Valéria Giglio Ferreira

Era uma vez, uma dissimulada Serpente que vivia a perseguir um Vagalume. 

Como em todas as histórias envolvendo as peçonhentas e os delicados, mas, iluminados bichinhos, não havia nada que o Vagalume tivesse feito à serpente que justificasse tal perseguição, a não ser o fato de brilhar onde quer que fosse: todos gostavam dele, tinha bom papo, inteligência, vivacidade e charme. 

Por tudo isso, mas, principalmente pelo fato de saber amar, era tão perseguido pela malvada.

O coitado não tinha paz! Vivia cercado de telefonemas, assédios, intromissões em sua vida pessoal, maus conselhos, sem contar os olhares fiscalizantes e os maus-olhados vindos da disfarçada réptil.

Mas, é claro que a dissimulada cobra não mostrava seus dentes venenosos assim tão facilmente...

Sua estratégia para capturar o lindo Vagalume eram aquelas próprias dos predadores mais camuflados: fazia-se de boazinha, gentil, amiga e generosa. 

Ela usava desses artifícios para desarmar as defesas da sua presa, de modo a ir pouco-a-pouco apagando a sua luz.

Hipnotizado pela fala da serpente, o Vagalume já não ouvia mais ninguém...Nem mesmo aqueles/as que mais o amavam...

Pessoas que o queriam muito bem alertavam-no para que não desse ouvidos à perversa, que havia perigo, que colocasse limites no contato com ela, que se protegesse...

Ao que ele respondia: "- não, ela é boa".

Avisos ignorados...

Conforme passava o tempo, a ação venenosa da víbora ia mostrando seus efeitos e a luz do Vagalume começou a diminuir: primeiro ele se afastou daqueles que o amavam e que poderiam alertá-lo sobre a inimiga, depois, abandonou seu trabalho onde era um sujeito criativo e brilhante e, também já não brilhava nos campos e nas festas onde sua presença sempre havia sido muito requisitada. 

Devagarinho ele recolheu-se amedrontado nos escurinhos das matas, acreditando que a sua salvação estava em permanecer leal e amigo da falsa serpente.

E assim, passaram-se os anos...

A malvada sempre por perto não perdendo de vista sua presa no obstinado objetivo de destruir o Vagalume e livrar-se de sua insuportável luz.

Considerando-se que no mundo animal tudo se dá de modo bastante primitivo, até hoje não se sabe se a Serpente tinha ou não plena consciência de suas maldades...

O fato é que o Vagalume foi ficando isolado, definhando, definhando...abatido por sua própria escolha - ainda que inconsciente - de ter renunciado à própria luz. 

Surpreendentemente, num certo dia ele despertou e percebeu o que havia acontecido. 

Neste momento, de súbito ele perguntou à Dona Tigresa, uma amiga em quem muito confiava: 

"-Mas, você acha que ela (a serpente) não gosta de mim???".

Pela primeira vez, o já muito fragilizado e doente Vagalume havia se dado conta do ocorrido, e então - somente então - permitiu se fazer esta pergunta: será que a Serpente realmente gostava dele? 


Ele havia despertado, suas ilusões haviam se acabado...

Mas, era tarde demais e a sua luz se apagou.

Aí sim, a Serpente libertou-se das suas máscaras e mostrou sua verdadeira face traiçoeira!

Em seguida, porém, ela retomou sua dissimulação usual e saiu de fininho como se não tivesse nada a ver com aquela situação, como se o tempo todo só tivesse tentado ajudar, ocultando assim sua ação nefasta. 

Mas...em seus lábios via-se a clara expressão de triunfo. 

E o Vagalume se foi...deixando em seu lugar muita tristeza naqueles que o amavam, muitas lições e reflexões.

Dona Tigresa, inconformada, chorou demais ao ver seu amigo  partir. 

Ela sabia que a partir dali, não aconteceriam mais os divertidos encontros e bate-papos com ele à luz do luar, quando sua graciosidade era mais espantosa e seu brilho mais intenso... 

Ainda hoje, ela chora tristonha quando ele lhe vem à mente...

Porém, ficaram as lições sobre o Vagalume e a Serpente.

Lições principalmente sobre a inveja, as rivalidades encobertas e a confirmação de que, muitas vezes, o que incomoda os outros em alguém é simplesmente a capacidade inata que alguns seres têm de brilhar.  


* Inspirado na fábula "A Serpente e o Vagalume".
   Releitura feita por Valéria Giglio Ferreira.

www.amar.psc.br  

© amar@gmail.com Todos os Direitos Reservados*.
Lei nº 9.610/98 - Lei de Direitos Autorais

Este texto pode ser reproduzido desde que se faça referência à autora e à fonte.
Modo de citação sugerido:
Ferreira, Valéria Giglio - Blog AMAR - ESCOLA DE CASAL E FAMÍLIA


7 comentários:


  1. Cara Valéria, apreciei muito sua re-leitura da fábula. Acho que contribui muito para alertar as pessoas para um perigo real: o papel do invejoso enquanto mutilador da auto-estima do outro.
    É bem triste constatar que existam pessoas como a serpente da história…
    Diariamente estamos sendo perseguidos por víboras, seja em nosso ambiente de trabalho, seja na escola meio ou social.

    Muitas vezes não entendemos as perseguições sem precedentes, as implicâncias, as mentiras, calúnias… São pessoas pobres de espírito que simplesmente não suportam ver o brilho de quem tem garra e força de vontade! Esse alguém pode ser um parente próximo, um suposto amigo, até um quase desconhecido. O fato é que eles conhecem o brilho que temos, melhor do que nós mesmos! Eles estão atentos! Muitos de nós, por não acreditarmos em nosso brilho e valor sucumbimos à serpente! Ela vence, não pela supremacia, mas por saber destruir o que não fortalecemos: nosso próprio valor!
    Que bom seria se as pessoas soubessem admirar o brilho alheio e cultivar o seu próprio, sendo ainda luzes para outros que certamente tenham uma frágil luzinha interna esperando um incentivo, uma centelha de energia para poder brilhar igualmente.

    Esta reflexão me traz recordação de um período em que senti na pele os efeitos desse tipo de personalidade.
    Uma pessoa, também estudante de Jornalismo na época - mas um ano anterior ao que eu cursava, -aproximou-se e, aos poucos, foi ganhando minha confiança e me cativando, demonstrava uma admiração extrema por mim e por tudo que eu fazia/produzia ou dizia, beirando a fascinação. Foi um longo período em que eu acreditei em suas falas, histórias e fantasias. Ajudei-a muito, de diversas formas, desde oferecer minha atenção, ombro, ouvidos, acolhendo-a, até facilitando emprego, cargo e oportunidades. Ela continuava verborrágica, o protótipo da bem-humorada, de bem com a vida, bajuladora e …invejosa. Algo começou a me incomodar na nossa relação, percebia que ela parecia jogar holofotes em mim, enaltecendo minhas capacidades e brilho, mas na verdade começou a me trazer problemas: afastar pessoas de meu convívio, envenenar –me com mentiras sobre outras pessoas, falhar nas funções que lhe atribuí no trabalho e deixando que sua incompetência, seus erros e displicências quase me atingissem no campo profissional; no âmbito pessoal percebia que não me sentia à vontade e que minha amizade sincera não tinha reciprocidade alguma.
    Mas precisei que alguém muito próxima a mim e muito íntima começasse a também perceber e me alertar para o fato de que ali rondava uma víbora, pronta para acabar com qualquer brilho. Não foi do dia para a noite, mas foi progressiva a minha percepção de que essa pessoa tinha razão. A seguir, uma psicóloga que também atuava em minha equipe e que também convivia profissionalmente com a pessoa analisou o caso, caracterizando-o como um distúrbio de personalidade mesmo, uma inveja neurótica, um comportamento cristalizado e doentio.

    Infelizmente não podemos viver “ destemidos e alheios”, tão de peito aberto ao mundo. Todos estamos expostos e minha dica, baseada nessa vivência é que tenhamos cuidado ao escolher em quem confiar, fiquemos atentos a comportamentos extremados e que tenhamos a percepção e bom senso de ouvir os verdadeiros amigos e pessoas mais íntimas que conseguem ver “de fora” a situação e possa nos ajudar a enxergar a serpente antes do estrago.

    Adorei partilhar minha opinião. Um afetuoso abraço.
    Claudete


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  2. Valéria Giglio Ferreira22 de outubro de 2012 13:15

    Claudete, grata por compartilhar sua opinião sobre o texto.

    Chamou-me a atenção a sua observação de que as "Serpentes" percebem melhor do que o prórpio Vagalume o brilho deste.

    Aí talvez esteja a chave para o entendimento, ainda que parcial, de porque alguns Vagalumes caem na boca das Serpentes e outros não: a sua autoestima, ou seja, os que sucumbem, por algum motivo precisavam - ou achavam que precisavam - das Serpentes por perto, e é justamente aí que elas ajem e é desse ponto vulnerável de certos Vagalumes que as predadoras de seres brilhantes, mas, frágeis se aproveitam...

    Lembrei-me daquele filme "Amadeus", sobre a vida de Mozart, e da relação entre o músico com Salieri.

    Vagalumes e serpentes...

    Que pena...Mas, é preciso estar atento!

    Abraço afetuoso, Valéria

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  3. Olá, valéria!
    Sim...no episódio que relatei pude chegar à essa conclusão, que me foi muito útil na vida...e acho também que a auto-estima é o ponto chave. Precisamos, como pais, ajudarmos nossos filhos a exercitar a auto-estima desde pequeninos, para que possam "estocar" antídoto para os venenos das serpentes à espreita.
    Participo de um grupo terapêutico de mulheres e apesar de todas narrarem problemas reais, concretos, os sofrimentos e angústias relatados, ao meu ver, perpassam pela questão da auto-estima. Comentei com a psicóloga coordenadora, que concordou comigo: quando dá pra melhorar um pouquinho a auto-estima, parte dos problemas já são vistos ou enfrentados de outra forma, mais positiva, mais pró-ativa, enfim...sai a vítima das sombras e entra a pessoa com sua luz, não importa com que intensidade...

    É um tema que me interessa muito.

    Foi um prazer participar.

    Um grande abraço

    Claudete

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  4. Valéria Giglio Ferreira22 de outubro de 2012 19:45

    Sim, esse é o ponto alto do sistema imunológico físico, psicológico e social: a autoestima.

    Claudete, a alegria de ter sua opinião e contribuição é minha! Abraço.

    Valéria

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  5. Li outro dia essa fábula e não conhecia. Genial!! Está rolando uma blogagem coletiva sobre inveja na blogosfera e esse seu texto cairia bem.

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  6. Luma, fico muito contente que tenha gostado, esse texto tem um significado muito especial para mim.

    A fábula original se chama "A Serpente e o Vagalume"; em minha leitura optei por colocar no título, o Vagalume na frente por considerá-lo o personagem principal de meu enredo e entender o papel da Serpente como fundamental, mas, secundário, pois, a questão da inveja é que ela sempre elege um objeto/sujeito para ser seu alvo.

    Os textos "Sistema Imunológico Social" e "Quem tem tesouros não os exibe" também abordam a questão da inveja e das riivalidades.

    Também estamos no Face como Amar - Escola de Casal e Família. Fique à vontade para usar os textos; só pediria a gentileza de citar a fonte (autoria e blog AMAR).

    Abraço. Valéria

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Valéria Giglio Ferreira
www.amar.psc.br