Celebre e agradeça a vida como grande bênção...

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Deus ilumine o Brasil e o mundo, em nome de Jesus Cristo! Amém!

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Parabéns, Srs. juizes...Continuem assim. Cuspam bastante na cara do povo...Ignorem bastante o sofrimento do povo saqueado e, depois, acertem as suas contas com o Universo: vocês e seus\suas comparsas em roubar a população. Mas, não se enganem: o Universo, a seu tempo, fará a justiça prevalecer...

terça-feira, 28 de maio de 2013

sábado, 4 de maio de 2013

IDENTIFICAÇÕES DE NOME E DE TRAÇOS FISIONÔMICOS

A Psicologia vem jogando uma certa luz sobre a questão das possíveis identificações que cada um de nós, eventualmente, pode fazer com familiares ou outras pessoas significativas diretamente para nós ou para outros membros de nossa família.

Identificar-se neste contexto, significa sentir-se como a pessoa ou no lugar da pessoa com a qual se esteja identificado/a.

Estas identificações podem acontecer principalmente com relação a familiares que já se foram ou que por algum motivo - conhecido ou desconhecido - se afastaram do contato direto com o sistema familiar e seus membros.

O contexto em que isto ocorre tem muitas vezes o cenário das semelhanças de corpo, de traços fisionômicos ou de nome.

Quando ou se isto ocorre, inconscientemente, a pessoa que esteja identificada com outra pode passar a achar que tem que ter uma história igual ou semelhante à história da pessoa com a qual está identificada.

Cada um de nós é, até certo ponto, vulnerável a estes processos, e as crianças muito mais, por absorverem facilmente os conteúdos inconscientes do seu sistema familiar.

A Psicologia também vem mostrando que isto pode ser ainda mais significativo no caso de pessoas nomeadas em homenagem a outras pessoas.

Nomear uma criança está longe de ser algo desprovido de significados. Ao contrário, ao escolherem no imenso elenco de nomes próprios possíveis, este ou aquele para nomearem seu filho ou sua filha, pai e mãe costumam fazer esta escolha mergulhados em expectativas conscientes ou inconscientes, a respeito do que esperam daquele serzinho.    

Existem alguns indícios de que a similitude do nome, poderia aumentar um pouquinho mais o risco de identificação do nomeado com a história da pessoa homenageada.

Nesses casos, consciente ou inconscientemente, esta identificação precisa ser desfeita para que o indivíduo se reaproprie da sua liberdade de crescimento e\ou prossiga em seu desenvolvimento perfeito.

Assim, livre dessas pressões e expectativas inconscientes do sistema familiar para que ele\ela seja desta ou daquela forma, livra-se de assumir uma identidade que não seja verdadeiramente sua.

São processos inconscientes. Mas, o importante é "garantir" que cada um se sinta livre para ter a sua própria história e escrever seu próprio enredo sem estar emaranhado na história de outrém homonimo ou com quem guarda qualquer tipo de semelhança - esta liberdade confere energia vital e fortalece a saúde.  

Na tentativa de evitar ou desmanchar possíveis identificações, pode-se dizer algo assim: você tem o nome de fulano/a - que nós amamos e admiramos muito - mas, não é fulano\a; você é outra pessoa e tem direito de ter a sua própria história. 

Deve-se frisar isto tanto quanto necessário, até que esteja claro para todos que, ao nomearem a criança, pai e mãe, não pretendiam - ainda que inconscientemente - reeditar o outro sujeito. 

Cada um cada um, cada um com o direito a ter sua própria história.

É que quando o nome é igual ou parecido, podem surgir confusões no plano do psiquismo.

Lembrando que a palavra confusão vem da palavra "com" mais a palavra "fusão", ou seja, o indivíduo pode ser sentir fundido com o outro sujeito de mesmo nome ou com quem "se parece", como dizem .

Pai e mãe precisam estar alertas para este risco e desmanchar a "con-fusão" antes que ela se faça presente na cabecinha das crianças.

Mas, mesmo que a pessoa não esteja identificada com ninguém, a verbalização clara da pauta tende a conferir clareza ao assunto, promovendo uma assepcia psicológica sobre o tema, isto é, evita confusões de identidade.

Acima de tudo, quando pai e mãe - que nomearam a criança, verbalizam este ponto, estão a legitimar o direito da pessoa de ter a sua própria história, diferentemente da história da pessoa homenageada.

No meu caso, o problema não foi o nome, mas, a semelhança de traços fisionômicos.

Desde pequena escutei minha família dizer que sou muito parecida com uma parente e por isso, me perguntava se será que, então, eu tinha que ser como ela.

Caminhei com o peso desta dúvida e deste desconforto por muito tempo...

Só na maturidade aprendi a me proteger desta pressão sistêmica para a identificação com o outro.

Foi quando então, passei a dizer: "- ah, até posso até ser parecida, mas, só nas qualidades!

Não que não goste da minha parente; gosto dela e até deveria me sentir lisonjeada porque ela tem muitas qualidades, mas, é que não quero ser parecida com quem quer que seja, se for para me sentir pressionada a  fazer as mesmas escolhas que a pessoa fez.

Se Deus assim o permitir, o que desejo é poder ser livre para fazer minhas próprias escolhas e ter a minha própria história!


Valéria Giglio Ferreira - Psicóloga
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Loucura social e o exílio do EGO na sociedade contemporânea.

Valéria Giglio Ferreira - Psicóloga 
Será que a loucura estaria invadindo o mundo?
 
Sim, porque tudo indica que em nossa cultura, o EGO foi afastado do poder no psiquismo individual e social e, desde então, fraquinho permanece exilado, tendo ido parar bem longe da consciência. 
Podemos afirmar que o o EGO perdeu sua força diante da invasão ID-ota do inconsciente coletivo.
Lembrando que, dito de modo sucinto, EGO corresponde à instância psíquica do EU: o  fiel da balança, o equilíbrio, o bom-senso, a justiça entre os opostos conflitantes ID e SUPEREGO.
Se até os anos 70, vivíamos sob o domínio repressor do SUPEREGO - instância crítica e eventualmente repressora,  hoje,vivemos sob o domínio do ID, a instância do psiquismo ligada ao prazer e à agressividade, inter conectados, na maioria das vezes.
O que vemos acontecer na sociedade atual nos permite interpretar que "é como se o "ID" tivesse tomado o lugar do "EGO" e passasse a submeter o "SUPEREGO" ao seu juízo"!!!
Pensem nos fatos atuais e encontrarão inúmeros exemplos do que digo. 
É o jogo do TUDO-PODE em seu êxtase total. Vamos ver no que isto vai dar...
 
Retrospectivamente, dizemos que até a ditadura militar, vivíamos sob o domínio do "superego", e agora, vivemos sob o domínio do "id": é proibido reprimir, é proibir proibir...

Entramos mesmo com os dois pés no "jogo social do TUDO PODE"!...Nada e mais ID do que isto!!! 

Observem, estamos sob uma ditadura ao contrário: antes, nada podia, agora, tudo pode: as ideologias do "politicamente correto" é  massificam o pensamento individual com propostas que não podemos refutar.

Antes, éramos oprimidos pelo SUPEREGO - não podíamos ter nossa identidade se ela não correspondesse ao que nos ditavam os críticos de plantão. 
Hoje, somos oprimidos pelo ID e não podemos exprimir nossa identidade caso ela contrarie os ID-otas de plantão. 

ID-otas de plantão são aqueles\as que infantilmente acreditam que podemos mesmo fazer tudo aquilo que nosso desejo sugerir. 
Só mesmo ID-otas para pensar que relações assim sejam viáveis, que uma sociedade sem regras, sem estética e sem equilíbrio entre a ação e reação seja viável.
Bandalheiros tomaram o poder. São os ID-otas!!!
Fazem um mal uso da liberdade que o terceiro milênio nos confere.
Assim, o desequilíbrio se repete e o resultado ainda é o mesmo: uma nação e um mundo que continuam em sofrimento psíquico, social, mateiral, econômico, etc.

Enantiodromia! 



A sociedade foi de um extremo de comportamento ao outro!!! 

Passou de uma sociedade SUPEREGÓICA para uma sociedade 
ID-ota.


Esta é a loucura atual: o EGO, cuja função é agir com bom-senso e equidade está exilado em nossa cultura!
- Então, façamos uma passeata!!! 
- Pela volta da sanidade! 
- Pela volta do EGO ao poder!  Pela volta do EGO ao poder!  Pela volta do EGO ao poder!  Pela volta do EGO ao poder!  

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terça-feira, 23 de abril de 2013

FAÇA SUA INSCRIÇÃO, VENHA PARTICIPAR!
Para solteiros/as, casais, separados/as, grupos, empresas, sindicatos, escolas, eventos, etc.

Você vai gostar! 





COMO PSICÓLOGA E MÃE, SOU CONTRA O TAPA NA BUNDA.


COMO PSICÓLOGA E MÃE, SOU CONTRA O TAPA NA BUNDA.
Valéria Giglio Ferreira - Psicóloga



Não que não tenha vontade de dar uns de vez em quando, ou, que isso nunca tenha ocorrido...nem uma única vez sequer, mas...me controlo ao máximo.

E o dito "tapa na bunda" está longe de ser inócuo. 

Primeiro - Porque ensina a agressão física como forma de solucionar problemas e conflitos, pois, se o tapa for muito leve fica parecido com carinho e confundirá a criança e se for um pouquinho mais forte, irá intimidá-la, o que  caracteriza  uso de agressão física para corrigir e educar - sou contra. 

Segundo - Porque quando chega o suposto ponto de se dar o tapa na bunda, talvez, esses mesmos pais e mães já tenham - ainda que sem ter consciência e até sem querer - falhado muito em aplicar os outros procedimentos educativos que a causa pediria.

Precisamos ter uma visão de conjunto, uma visão sistêmica da situação: se chegou a esse ponto, pode ser que a relação pais-criança já esteja bem disfuncional, e não é batendo - um tapinha que seja - que a solução real e profunda surgirá; ao contrário, um tapinha aqui e outro ali pode servir para camuflar omissões e dinâmicas inconscientes do sistema familiar.

Terceiro - Considerando que o uso das palmadas pode estar encobrindo outras falhas no sistema doméstico, como por exemplo: falta de disponibilidade dos pais para si mesmos enquanto marido e mulher, ou,  falta de tempo deles para com seus os filhos/as, considero ainda, que bater seja um dos caminhos mais curtos e fáceis para que eles consigam manter a obediência e a disciplina doméstica sem muito esforço, sem mexer em questões que talvez prefiram manter encobertas.

Mais fácil por exemplo do que a, às vezes, árdua e perseverante tarefa de falar, ensinar, insistir ou encontrar outras formas de punição ou negociação. Ou mais fácil do que lidar com os sentimentos ambíguos e contraditórios que a parentalidade costuma suscitar.

Nos tapas na bunda, puxões de orelha, beliscões no braço, etc, adultos podem estar escoando raivas, frustrações e agressões não-ditas e não elaboradas do sistema familiar.

Sentimento negativos que não encontram outro caminho, que não podem ser devolvidos à fonte, podem estar sendo deslocados de  relações entre adultos para a criança, que então, em resposta a esta situação: faz birra, teima, contraria seus pais e educadores ficando depositária e denunciante de problemas que não são seus.

A questão é complexa e não deve ser tratada de modo simplista.

Lembrando ainda, que hoje em dia, nem mesmo a legislação brasileira permite que se bata nas crianças.

Assim, penso também - fazendo eco a inúmeros psicólogos/as - que tem havido uma crescente tendência à medicalização da infância e justamente aí me pergunto se será que a sociedade estaria trocando as palmadas pelos remédios. A criança é normal, pula, ri, fala, corre como qualquer infante faria e logo em seguida já é taxada, rotulada de hiperativa.   

Então, a pergunta que não quer calar fica sendo: " - será possível pensar que alguns pais e mães, aliados a maus profissionais - estes por sua vez aliados às indústrias de medicamentos psicotrópicos -  poderiam estar medicalizando a infância para o próprio sossego dos pais e venda indiscriminada de remédios?

Se assim for, se esta troca em algum momento estiver sendo feita, o preço para estes pais, bem como para todos os envolvidos, com toda certeza não será barato.

Bem, então, dizíamos que tanto as palmadas quanto a crescente suposta medicalização da infância se configuram como duas maneiras disfuncionais de "dar um basta" nas crianças e proporcionar tranquilidade aos pais delas...Entretanto, duas soluções ruins...Aliás, não sei qual é a pior!!!

E não sei qual é a pior porque como não resolvem a questão na sua base, estas "soluções disfuncionais" criam complicações adicionais fazendo assim, girar o círculo da perpetuação do problema original.

E, vejam, adultos também teimam conosco e não sairmos por aí dando palmadas neles!

- Por quê???

Porque teríamos que nos haver com a resposta de igual para igual que eles nos dariam, mas,  com a criança temos uma relação hierárquica a  qual ela não tem como revidar à mesma altura.

À criança resta aceitar, se submeter ao tapa na bunda e ir buscar uma forma de se adaptar à situação.

Acredito que agressão aos menores seja algo meio covarde e tenho ouvido inúmeros relatos de pais e mães que não se sentem nada bem ao baterem ou depois de baterem em seus filhos\as.. 

Quarto - Também sou contra o tapa na bunda porque ao agirem assim, pais e mães podem ficar "viciados em bater" e a criança "viciada em apanhar", podendo esta, levar este modus vivendi e modus operandi para a sua vida adulta; como por exemplo na apreciação do sadismo ou do masoquismo. Apanhar se torna algo familiar, então, em suas relações adultas a criança que apanhava reproduzirá este cenário sendo um dos dois personagens: o que bate ou o que apanha. E neste caso, teríamos a reprodução do sofrimento interpessoal, pela reprodução da mesma solução disfuncional de conflitos.
 
Quinto - Porque sabemos que muitas crianças são tão carentes de atenção, de afeto e até de carinho dos pais que acabam aprontando muito "para apanhar", pois, para elas é o único momento em que sentem o calor das mãos de seu pai ou de sua mãe, e deste modo, apanhar passa a ser uma forma de ter contato físico com os pais, o que para muitas ainda é melhor do que não se sentirem vistas e não terem contato algum com aqueles/a que elas mais amam.

Se, como pais ou mães, pararmos para observar quando é que temos vontade de dar as palmadas, talvez possamos observar que, em geral, esses são momentos em que também já estávamos no limite com outras coisas, outros assuntos e outras pessoas.

Assim, conclui-se que educar dá trabalho e sem palmadas então...o trabalho é dobrado! 

Até mesmo porque exige de cada um de nós - pais, mães, professores e educadores - que, incontáveis vezes, nos auto eduquemos e nos reeduquemos para só depois educar, não reproduzindo as distorções e deformações a que eventualmente fomos submetidos.

Educar dá trabalho porque movimenta em nós a "Criança Interior" que fomos e o modo como fomos educados, amados, cuidados, repreendidos, reprimidos, abandonados, incentivados, criticados, elogiados, amparados ou desamparados, etc. 

Lidar com isto tudo exige tempo, prontidão para a tarefa educativa, amadurecimento, tomadas de consciência, paciência e dedicação ao delicado processo interno e externo que insurge. 

Dar o tapa na bunda encurta este trabalho essencial, e por outro lado, empobrece em muito o processo educativo.

Só pode educar bem quem já se educou, ou se reeducou.

Mas, como diz Içami Tiba, "Quem ama, educa"!  

- E tem que amar muito para educar!!!

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sábado, 6 de abril de 2013

PRECONCEITO é uma coisa, ABSURDOS INCONSEQUENTES do tipo oba-oba são outra coisa!

PRECONCEITO é uma coisa, ABSURDOS INCONSEQUENTES do tipo oba-oba são outra coisa!

Algumas coisas me deixam perplexa, nos dias de hoje!

Uma delas é assistir como, atualmente, as pessoas engolem com inocência e credulidade qualquer porcaria que lhes seja oferecida: de alimentos a ideias.

Parece que algumas pessoas perderam o senso crítico, que ficaram desnorteadas, mergulhadas em pura ilusão.

E, como diz o ditado: quanto maior a ilusão, maior o tombo.

O resultado disto?

Todos mergulhados no caldeirão da mesma loucura social do "viva o hoje sem pensar no amanhã", cometendo os mesmo desatinos, comportando-se como se não houvesse consequência para nada, como se suas atitudes não impactassem para o bem ou para o mal sobre si próprios e sobre as outras pessoas - de familiares ao planeta.

Querem ter opinião própria, serem singulares como indivíduos, mas, acabam sendo manipulados por ideologias de massa, exatamente como aqueles que os/as precederam.

Muda a ideologia, mas, a massa de manobra continua a mesma!!!

É como se inúmeros adultos da atualidade tivessem se transformado em crianças ingênuas - ou ainda, nem tivessem crescido, talvez embalados e convencidos pelas melodias que criam a fantasiosa geração "forever young". 
Esses pseudo-adultos\as, eternos Peter Pans e Sininhos, ou, como nos mostra a psicologia junguiana "puer aeternus e puella aeternus" parecem confirmar a teoria que uma das grandes dificuldades e desafios do desenvolvimento humano está em abandonar o paraiso da infância - como nos ensina Marie-Louise Von Franz.
Neles, observamos uma quase total ausência da noção de limites, bem como, das correspondentes consequências a eles, para o caso de os mesmos serem negligenciados. 
É como se eles tivessem resolvido - e aos bandos - brincar de tudo-pode! 
Assim:  
"- Agora, vamos brinçar de tudo-pode!!!  
   - Ah, é, e como é que se brinca disto? 
   - Fantasiamos que podemos fazer tudo o que nosso desejo sugerir ou imaginar e saimos por aí fazendo isto, não nos importando se estamos magoando alguém ou não, se estamos sendo éticos ou não, se estamos assombrando e gerando insegurança e tristeza em crianças indefesas diante dos nossos atos ou não.  Fazemos porque desejamos. Isto basta!
  - O que importa é fazermos tudo o que queremos, ou, que pensamos que queremos. É assim é que se brinca de tudo-pode!"   
Então, creio mesmo que nossa sociedade tenha sido tomada por uma epidemia de pseudo-inocência que não cabe a pessoas maduras e responsáveis, de quem dependem terceiros, muitas vezes, em tenra idade
Mas, como todos buscam a felicidade, segundo a tese aristotélica, só nos resta pensar que tanta inconsequência e infantilidade não seja feita por mal, mas, porque algo bloqueou o acesso desta pessoas à maturidade psicológica.
Neste contexto, costuma surgir a famosa "inversão hierárquica", e então, encontramos filhos\as cuidado de pais e mães infantis.  
Para a saúde familiar esta é uma situação devastadora, porque de quem se espera controle e proteção se recebe desatinos e desvarios.
Quando adultos se comportam como crianças, as verdadeiras crianças é que sofrem os resultados disto.
 Sim...parece que algumas pessoas perderam o bom senso e a capacidade de pensarem por si mesmas, sem a massificação mídia, da Globo, das absurdidades que são propagadas hoje em dia, como sendo coisas normais e sem consequências.

Deste modo, faz-se necessário esclarecer que ter preconceito é uma coisa, dar apoio a cretinices inconsequentes é outra coisa.

Sou contra os preconceitos, mas, ouvir e ver as pessoas lidarem com situações sérias sem a devida seriedade, no puro oba-oba papo-cabeça, é aterrorizante e preocupante.

Sou pela volta - urgente - da capacidade e do direito ao raciocínio individual não massificado e pela volta do BOM SENSO.

Valéria Giglio Ferreira

Psicóloga
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

DESAPEGUE-SE DO CIGARRO, SUBSTITUA-O POR ALGO SAUDÁDAVEL, POR AQUILO QUE VOCÊ REALMENTE PRECISA...


 Valéria Giglio Ferreira - Psicóloga 

 Muitas vezes, o hábito (vício) de fumar está cumprindo uma função na vida da pessoa; esta função costuma estar ligada às propriedades ansiolíticas (de diminuir a ansiedade, porém, com alta toxidade) do cigarro. É necessário entender em que aspecto da vida da pessoa o cigarro está preenchendo algo, possivelmente, um importante vazio. 

 Existe SEMPRE um motivo interno para a existência e manutenção dos vícios, que é a função que eles tem na vida da pessoa. 

 Ex. O cigarro pode estar funcionando como companhia, como calmante, como colo, como lazer/prazer autorizados internamente, como aconhego materno/paterno, como amigo, como paz artificial, como parceiro/a, etc. 

 É preciso se analisar, se perceber e tomar consciência procurando se reprogramar e preencher esse espaço vazio com aquilo que é devido, então, substituindo o tabaco por algo funcional. É preciso quebrar o ciclo inconsciente trazendo para a consciência a associação "sensação de vazio/ansiedade - cigarro", que o psiquismo e o físico fizeram dentro do sujeito. Quando surgir a vontade de fumar, a pessoa precisa parar e se perguntar: -

 O que estou precisando, de um cigarro ou de um abraço apertado? O que estou precisando, de um cigarro ou de uma boa companhia? O que estou precisando, de um cigarro ou de ter mais lazer e prazer, me divertir e usufruir a vida com alegria? O que estou precisando, de um cigarro ou de colo? O que estou precisando, de um cigarro ou de contorno materno/paterno? O que estou precisando, de um cigarro ou de uma relação íntima e satisfátoria, internamente permitida? O que estou precisando, de um cigarro ou de alguém que me ouça empaticamente? O que estou precisando, de um cigarro ou de me livrar de renitentes sentimentos de culpa desnecessários? O que estou precisando, de um cigarro ou de me dar o direito de ser feliz?... 

 Isso vale para TODOS OS VÍCIOS (compulsão alimentar, bingo, bebidas alcoólicas, drogas, sexo compusivo, consumismo compulsivo, etc): eles SEMPRE estão cumprindo uma função, em geral, ligada à questões que são fontes de ansiedade para aquela pessoa. 

 Deste modo, percebemos que os vícios, frequentemente, ocupam de modo disfuncional algum vazio no mundo do indivíduo, o qual precisa ser identificado e preenchido de forma saudável e funcional. Sendo assim, se o cigarro perder a sua função na vida da pessoa, talvez então, ficará mais fácil se desapegar dele.

Então, eu  diria que em todos aqueles que apresentam algum tipo de vício: drogas, álcool, jogos, etc., às vezes o que faltou foi\é a mãe, às vezes é o pai, mas, sempre o que faltou e ainda falta é o "contorno", a sensação de proteção, de ter alguém humano com quem contar; e é nesse lugar do elemento humano ausente do passado e do presente, que a comida, as drogas, os jogos, o consumismo, etc. entram para "dar contorno".

 Ex. ilusoriamente comidas dão contorno porque não abandonam, não criticam, não recusam, e principalmente, estão sempre disponíveis...

Mas, como não preenchem realmente o lugar que somente um humano preencheria - na infância como pai e mãe e na vida adulta através do autopreenchimento seguido de uma relação satisfatória com outro adulto -, logo que o efeito de dar contorno passe, retornam as angústias e ressurge a necessidade de mais comida, mais drogas, mas bingo, etc. Aí forma-se o vício, que é um circuito auto-alimentador. 

Quando alguém está viciado, é preciso fazer a pergunta: Estou precisando disso ou o que preciso realmente é de um abraço profundo e sincero?!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

WORKSHOP

                          

        RELACIONAMENTO A DOIS
        Desafios do Casal Contemporâneo

PSICÓLOGA: Valéria Giglio Ferreira  
CRP 06\39080-4
 

PÚBLICO-ALVO:
CASAIS, SOLTEIROS/AS,  FICANTES,  NAMORADOS/AS,  SEPARADOS/AS, TODAS AS PESSOAS QUE PRESERVAM A ESPERANÇA NO AMOR.

MOTIVOS PARA PARTICIPAR: 
    Os modelos de casamento e família mudaram. Já não se pode abrir a casa conjugal contemporânea com as chaves do patriarcado. Regras antigas não funcionam mais, regras novas estão surgindo, algumas regras precisam ser resgatadas. Novos modelos de casamento e família estão sendo buscados e testados.
    Tudo isto, entretanto, evoca a necessidade de adquirirmos e desenvolvermos uma nova habilidade: a EDUCAÇÃO CONJUGAL E FAMILIAR.
      Muitos casais se amam. Muitos se separam. Por quê? O amor é um potencial e precisamos saber o que fazer com ele.  Ao não sabermos amar, corremos o risco de atuar de forma destrutiva e machucar ou eliminar desnecessariamente vínculos importantes com quem amamos. Precisamos APRENDER A AMAR. Talvez aprendendo a amar construiremos daqui para frente um mundo mais gentil.

TEMAS ABORDADOS:

* TRANSIÇÃO DE MODELOS CONJUGAIS:  DO PATRIARCADO PARA O ATUAL E O IMPACTO DESTA MUDANÇA SOBRE AS PARCERIAS AMOROSAS.
 
* A TROCA DAS ALIANÇAS
 
* CRISE CONJUGAL

 

* NEGOCIAÇÃO DAS DIFERENÇAS
 

* SÍNDROME DO NINHO VAZIO

* COMUNICAÇÃO ASSERTIVA NA RELAÇÃO A DOIS 

  AMAR - CURSOS PARA CASAIS E FAMÍLIAS
*   ENDEREÇO: Av. Cel. Fernando Ferreira Leite, 182
*  INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: 
*  FONES: (16) 3911-7278 \ 3911-2255
*   CUSTO: R$ 50,00 

*  DATA: 01\MARÇO\2013 HORÁRIO: 19:00h - 22:00h 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Chega de barulho!



Chega de barulho, o que precisamos é de iluminação, equilíbrio e paz!

Como alguém ponderou: esta é uma cultura regida por Hermes, o deus da comunicação, mas, também do "voltar-se para fora" - e justamente o excesso desse "voltar-se para fora" está desequilibrando as pessoas, as relações, as famílias, o ambiente e, finalmente, o planeta.

Claro, não é só isto, mas, esse barulho todo é sintoma claro de uma sociedade doentia, de pessoas desequilibradas, mergulhadas no mundo das ilusões e...arrastando multidões para o mesmo estado de disfuncionalidade física, mental, psicológica e espiritual.
As pessoas estão confundindo emoção com barulho, e esta confusão está começando a ser ensinada logo cedo em suas vidas.
Se observarmos, por exemplo os filmes da Disney, encontraremos uma barulheira insuportável! 
Nos momentos de ação ou emoção, então, roubam nos o direito de nos emocionarmos por nós mesmos tamanha a altura da "música de fundo" que colocam e que passa a ocupar todo o recinto nos atrapalhando de usar qualquer outro dos nossos cinco sentidos!
- Chega de barulho! 
Além da audição temos mais quatro sentidos para nos mostrar e nos permitir vivenciar  a realidade fora de nós e dentro de nós... 
- Chega de barulho!

Poluição sonora faz mal à saúde!

Sem um pouco de silêncio e quietude o mundo estará cada vez mais perdido, porque o barulho e os ruídos externos impedem a pessoa de entrar em contato consigo mesmo/a e de se perceber, de perceber o que é que realmente a/o faz feliz.

Precisamos de silêncio e equilíbrio para podermos ouvir a voz interior e encontrarmos o caminho da felicidade.

Tudo o mais é entorpecimento da mente e sedação dos conflitos interiores que ficam assim, postergados e mascarados sob o ar de uma falsa felicidade sustentada por álcool, drogas e sexo descomprometido e música alta.

A felicidade começa no mundo interno, quando acessado, confrontado e iluminado...

Valéria Giglio Ferreira
 
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